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De Wikipesca
Vida imersa em polêmicas
Michael Jackson poderia até ser politicamente correto em suas declarações. Mas as polêmicas permearam toda a sua vida, às vezes até por ingenuidade dele - ou maldade da mídia. Mas muitas outras vezes por conta da sua vida excêntrica. Na década de 80, quando as plásticas, o clareamento da pele e as suspeitas de pedofilia ainda não haviam vindo à tona, Michael era criticado por esbanjar rios de dinheiros em futilidades. Tinha um chimpanzé, Mr. Bubbles, como bichinho de estimação e se divertia comprando girafas e elefantes para o seu zoológico particular.
Amigos, como o cantor Lionel Richie, sempre o defendiam. “Ele simplesmente não segue normas. Aos sete anos ele já era perseguido pelos fãs nas ruas. Quando a maioria das pessoas compra um cachorro, ele compra um elefante. Se eu desse US$ 90 milhões para uma criança de quatro anos e dissesse compre um bichinho, ela provavelmente também compraria um elefante”, disse.
A partir da década de 90 as excentricidades de Michael começaram a ficar difíceis de serem defendidas. Em 1993 ele foi acusado pela primeira vez de molestar uma criança. Michael negou veementemente as acusações, mas pagou US$22 milhões para não levar o caso aos tribunais. Sem nunca se livrar da sombra de pedófilo, ele iniciou os anos 2000 afundado no ostracismo. E bem perto das polêmicas. Se sua música não ganhava mais as capas de revistas, sua aparência cada vez mais fantasmagórica era a festa dos tablóides.
Reprodução da ficha criminal do artista no condado de Santa Barbara.
AP Photo/HO, SBSD
Quase sempre era fotografado de máscara e guarda-chuva - para se proteger do sol, por conta da vitiligo e dos inúmeros tratamentos de pele. Em 2002 balançou seu terceiro filho, Prince II, na sacada de um hotel na Alemanha, usando apenas uma mão. As imagens rodaram o mundo, em tom de desaprovação. “Eu só queria mostrar meu filho aos fãs”, se esquivou.
Em 2005, outra acusação: pouco depois do documentário Living with Michael ir ao ar - onde Michael aparece de mãos dadas com crianças e afirmando que dividia a cama com seus amigos menores de idade - foram feitas sete denúncias de abuso sexual contra ele. Numa longa batalha judicial, Michael foi absolvido de todas as acusações. Um dos psiquiatras que participou do julgamento disse que o cantor não era um pedófilo, mas um caso de desenvolvimento tardio: ele era amigo de crianças porque se sentia como uma.
Nem a morte tornou Michael Jackson um personagem mais coerente. A autópsia no corpo revelou que ele quase não tinha mais cabelo, em parte por conta da queimadura na cabeça que sofreu durante a gravação de um comercial, ainda na década de 80. As notícias de que não teria nem dinheiro para ser enterrado também correram o mundo. Mas Michael ainda não estava falido e deixou cerca de US$300 milhões de herança. E continua enriquecer seus herdeiros: ele foi o artista que mais vendeu em 2009, com a marca de 31 milhões de CDs.
Autora:joyce juliane do nascimento lima
Pais:josé morais de lima & josilda pereira do nascimento lima
irmão:janhsen victo do nascimento lima
